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FOLIÃO NO CARNAVAL SEJA AMIGO DA SUA AUDIÇÃO !!!
FOLIÃO NO CARNAVAL SEJA AMIGO DA SUA AUDIÇÃO !!!
PARA evitar problemas com o seu ouvido siga estes conselhos :
CUIDADOS PARA PRESERVAR A SUA AUDIÇÃO
NESTE CARNAVAL:
• Evite exposição prolongada nas laterais do trio-elétrico, opte pela frente ou a parte de trás do caminhão.
• Evite usar headphones ou earphones com volume alto, lembre-se que estes equipamentos são individuais e só você deve ouvir de maneira confortável.
• Use protetor auditivo individual caso trabalhe próximo à fonte sonora (cordeiros, técnicos de som, ajudantes de palco, seguranças, etc...).
• Reduza o tempo que você se expõe ao ruído principalmente se estiver com crianças.
• Se estiver resfriado, não assoe as duas narinas ao mesmo tempo, pressione um lado e depois o outro.
• Não introduza objetos pontiagudos como palitos, grampos e até mesmo cotonetes para limpar ou coçar as orelhas, o cerume é um protetor.
• Fique atenta a presença de zumbidos, “dor de ouvido”, coceira, secreção, sensação de orelha tampada e intolerância a sons intensos, estes sintomas podem indicar o início de um problema auditivo.
• Se perceber alguma alteração na sua audição, consulte um médico otorrinolaringologista, que saberá orientá-lo de maneira adequada.
texto elaborado pela fonoaudióloga: Fga. CAROLINA PAMPONET
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Dicas para a saúde da voz do cantor
1.Mantenha se hidratado, bebendo pelo menos 3 litros de água na temperatura ambiente ao longo do dia.Durante ensaios e apresentações, molhe a boca a cada 20 minutos ou entre 4 ou 5 musicas, Se estiver com boca seca, pingue algumas gotas de limão na água para estimular a salivação.
2.Pratique exercícios físicos como alongamentos, caminhadas, bicicleta, mas evite falar enquanto estiver carregando peso.
3.Evite o álcool, o fumo e as drogas. Eles sãos os maiores inimigos da voz. Modere o consumo de cafeína.
4.As bebidas muito geladas ou muito quentes devem ser evitadas principalmente antes do canto.
5.Faca um período de repouso vocal antes e depois do uso intensivo ou prolongado da voz. O sono é um grande aliado.
6.Reduza o uso da voz em situações de saúde limitadas, especialmente nos casos de gripes, resfriados ou alergias das vias respiratórias.
7.Em caso de queixas vocais procure o otorrinolaringologista ou o fonoaudiólogo especialista em voz. Nunca se auto medique. Vários medicamentos tem efeitos colaterais nas pregas vocais.
8.Procure consumir alimentos leves uma hora e meia antes de cantar. Evite condimentos, refrigerantes, comidas gordurosas, chocolate, leite e derivados. Invista nas saladas, carnes brancas, carboidratos, verduras e frutas.
9.Reconheça e evite as sensações de esforço vocal, ardência, intensidade sem apoio abdominal e tensão no pescoço durante a fala e o canto.
10.O aquecimento da voz é essencial e indispensável antes de ensaios e apresentações, preparando, ajustando e alongando a musculatura vocal diminuindo a chance de fadiga e lesões.
11.O desaquecimento recupera os músculos, diminui o edema nas pregas vocais e auxilia no retorno ao ajuste da voz cantada para a voz falada. Deve ser curto e realizado após ensaios e shows.
12.Evite a competição sonora entre banda e cantor. Problemas na amplificação e equalização podem prejudicar a sua performance. Assegure-se que você vai se ouvir bem.
13.Mantenha boa postura durante o canto com queixo paralelo ao chão, permitindo assim, livre excursão da laringe no sentido vertical. Evite manter o queixo elevado, principalmente nos agudos, ou a cabeça inclinada para um dos lados.
14.Em estúdio, tempo é dinheiro. Siga um roteiro, hidrate-se bastante, evite mudanças bruscas de temperatura e se possível peca para elevar a temperatura na hora de gravar se ela estiver a baixo de 18 graus. Sua voz agradecerá.
15.Desenvolva e aprimore sua voz com aulas de canto. Caso perceba rouquidão, cansaço vocal, voz excessivamente grave, soprosa ou áspera procure primeiro orientação fonoaudiológica e otorrinolaringológica.
16.Economize a voz nos dias de shows. Fale o estritamente necessário, evite o uso do telefone e reduza sua permanência em locais barulhentos. |
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SpeechEasy X Gagueira
A gagueira é uma desordem do ritmo da fala que ocorre de maneira involuntária, intermitente e imprevisível. Tem sua base em estruturas neurofuncionais e pode acarretar inúmeras dificuldades emocionais para o seu portador.
Cerca de 5% da população brasileira gagueja ou gaguejou em algum período de suas vidas e 1% dessas pessoas torna-se gagos crônicos. Segundo o IBGE, a nossa população está estimada em quase 192 milhões de pessoas, logo 9 milhões e 589 mil brasileiros estão passando por um período de gagueira neste momento e 1 milhão e 917 mil brasileiros gaguejam há muitos anos de forma persistente.
Além dos sintomas percebidos pelos ouvintes, a pessoa que gagueja vivencia momentos de grande sofrimento por saber exatamente a palavra que deseja falar e não conseguir efetuar.
O SpeechEasy promove, para grande número de pessoas, o aumento da fluência na fala. Estatísticas americanas mostram que 75% dos indivíduos que utilizam o aparelho apresentaram um aumento significativo na fluência da fala. A maioria dos usuários iniciais experimenta melhorias de moderada a significante durante o tempo de uso, com os benefícios ocorrendo conforme vão se familiarizando e se sentindo confortáveis com o aparelho. Enquanto outros usuários do SpeechEasy apresentam melhorias imediatas na fluência.
Enquanto não há uma cura para a gagueira, o SpeechEasy tem demonstrado potencial para ajudar a maioria dos pacientes. Esta observação é refletida nos resultados de pré-seleção e adaptação dos aparelhos em pessoas que gaguejam, de todas as idades, durante os últimos anos. Nosso processo de seleção e avaliação pode predeterminar se o SpeechEasy irá funcionar para você.
Dessa forma, a clinica Fonoclin em Feira de Santana Ba
acredita que o SpeechEasy venha beneficiar grande número de pessoas que gaguejam, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida.
*texto elaborado pela fonoaudióloga Carolina Pamponet
VENHA TESTAR O SpeechEasy !!!! |
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Se você acha que seu filho está gaguejando!
por Stuttering Foundation of America
SEU FILHO ESTÁ GAGUEJANDO?
Caso seu filho tenha dificuldade para falar e costuma hesitar ou repetir determinadas sílabas, palavras ou frases, ele pode ter uma disfluência ou uma gagueira. Contudo, ele também pode estar atravessando um período de disfluência normal, período este que muitas crianças enfrentam quando estão aprendendo a falar. Este informativo vai ajudá-lo a entender a diferença entre gagueira e o desenvolvimento normal da linguagem.
A disfluência normal das crianças
1. A criança dentro do seu desenvolvimento normal pode ser disfluente, ocasionalmente, repetindo uma ou duas vezes sílabas ou palavras, por exemplo: pa-pa-pato. As disfluências também podem incluir as hesitações e as interjeições como: "ha", "e", "hum".
2. As disfluências ocorrem com mais frequência entre um ano e meio e cinco anos de idade, costumam ir e vir.
Normalmente, essas disfluências são sinais de que a criança está aprendendo a usar a linguagem de maneira nova. Se as disfluências desaparecerem durante várias semanas e depois voltarem, a criança pode estar atravessando uma nova fase de aprendizagem.
A criança com gagueira leve
1. A criança com gagueira leve repete sons mais de duas vezes, pa-pa-pa-pa pato por exemplo. A presença de tensão pode ser evidente nos músculos faciais, especialmente ao redor da boca.
2. A intensidade de voz pode aumentar com as repetições e, ocasionalmente, a criança terá "bloqueios" -ausência de ar e voz por alguns segundos.
3. Tente falar mais lenta e relaxadamente quando conversar com seu filho. Encoraje outros membros da família para fazerem o mesmo. Não fale tão devagar de modo que sua fala pareça estranha, mas mantenha-a lenta e faça várias pausas.
4. A fala lenta e relaxada pode ser mais eficaz quando a criança tiver um tempo do dia com a atenção de seus pais só para ela, sem ter que competir com outros. Alguns minutos do seu dia podem ser reservados para a criança, é um tempo em que se vai apenas ouvir o que a criança tem para falar.
5. Quando seu filho falar ou perguntar algo, tente parar um segundo ou mais antes de responder. Isso vai fazer com que sua fala fique mais lenta e relaxada.
6. Tente não ficar chateado ou nervoso quando a gagueira aumentar. Seu filho está fazendo o melhor que pode para aprender muitas regras novas de linguagem (todas ao mesmo tempo). Sua atitude de aceitação e paciência vai ajudá-lo muito.
7. Repetições sem esforço e prolongamentos de sons são as maneiras mais saudáveis de se gaguejar. Qualquer coisa que ajude seu filho a gaguejar desta maneira ao invés de com tensão e evitando palavras deve ser feito.
8. Se seu filho fica frustrado ou triste quando a gagueira está pior, dê a ele segurança. Algumas crianças se sentem melhor quando ouvem "Eu sei que às vezes é difícil falar... mas muitas pessoas empacam em algumas palavras... não tem importância". Algumas crianças se sentem mais confiantes ao serem tocadas ou abraçadas quando se sentem frustradas.
9. As disfluências vão e vêm, mas estão mais presentes do que ausentes.
A criança com gagueira severa
1. Se seu filho gagueja em mais de 10% da sua fala, apresenta esforço e tensão para falar, evita palavras (muda a palavra) e/ou usa vários sons para começar a falar, ele precisa de terapia. Os bloqueios de fala são mais comuns do que as repetições e os prolongamentos. As disfluências estão presentes na maioria das situações de comunicação.
2. Você pode entrar em contato com o nosso Laboratório de Investigação Fonoaudiológica da Fluência e suas Desordens, em São Paulo ou outro local especializado em gagueira infantil. Será agendada uma triagem para a criança que será entrevistada por um fonoaudiólogo especialista em gagueira. Caso você não more em São Paulo, procure um Serviço de Fonoaudiologia em sua cidade. Exija um especialista, não é qualquer profissional que sabe tratar das gagueiras infantis.
3. As sugestões dadas para os pais das crianças com gagueira leve também servem para as crianças com gagueira severa. Tente lembrar que lentificar e relaxar sua própria fala traz muito mais benefícios para a criança do que falar para seu filho relaxar, respirar, pensar, falar mais devagar, etc.
4. Encoraje seu filho a falar com você sobre a gagueira. Mostre paciência e aceitação enquanto conversar sobre o assunto. Superar a gagueira é mais uma questão de perder o medo de gaguejar do que esforçar-se para falar melhor.
DICAS IMPORTANTES...
• FALE LENTA E RELAXADAMENTE MAS NÃO PERCA A NATURALIDADE • PRESTE MAIS ATENÇÃO AO CONTEÚDO DA MENSAGEM E NÃO NO QUANTO A CRIANÇA ESTÁ GAGUEJANDO • MOSTRE QUE VOCÊ ESTÁ PRESTANDO ATENÇÃO AO QUE A CRIANÇA FALA: ACENE COM A CABEÇA, SORRIA, FAÇA SONS DE APROVAÇÃO, ETC • MANTENHA CONTATO DE OLHO COM A CRIANÇA ENQUANTO ELA ESTIVER FALANDO • NÃO APRESSE A CRIANÇA A FALAR. NÃO TERMINE AS PALAVRAS PARA ELA • NÃO PERMITA QUE OUTRAS PESSOAS CAÇOEM DE SUA CRIANÇA.
Este material foi produzido pela STUTTERING FOUNDATION OF AMERICA e traduzido pelo Laboratório de Investigação Fonoaudiológica da Fluência e das Desordens da Fluência, do Curso de Fonoaudiologia da FMUSP, coordenado pela Profa Dra. Claudia Regina Furquim de Andrade. A responsável pela tradução foi a Fga. Femanda Chiarion Sassi. |
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Orientações à família da criança que gagueja
por Anelise Junqueira Bohnen
A gagueira na infância tem de 98% a 100% de chances de ser eliminada1 desde que adequadamente detectada e competentemente tratada. Esse é, basicamente, o tema da campanha do DIAG de 2007. O que significa "adequadamente detectada"? Significa que as pessoas que interagem com a criança, do seu pediatra ao seu professor de pré-escola, além de seus pais e familiares, devem estar atentas ao desenvolvimento da fala e da linguagem da criança. É comum as crianças apresentarem disfluências entre os dois e os quatro anos2,3. Essas disfluências tendem a desaparecer em três meses4 . Se a criança continua falando com repetições de sílabas e palavras pequenas, prolongando sons em demasia ou ainda, travando no início de uma fala, procure um fonoaudiólogo especializado em distúrbios de fluência.
O que significa "competentemente tratada"? Significa que o fonoaudiólogo a ser procurado precisa demonstrar conhecer profundamente o assunto. Como em qualquer profissão, a vastidão de conhecimentos sobre uma área leva os profissionais à especialização. Quem se dedica à área da fluência e seus distúrbios, não foge à regra. Há uma quantidade de competências e habilidades que são desenvolvidas para qualificar o fazer fonoaudiológico em cada uma das áreas5, inclusive esta que é o motivo do DIAG.
Assim, chegamos à primeira orientação:
1. OUÇA A FALA DE SUA CRIANÇA COM ATENÇÃO. Não pressuponha que a gagueira esteja acontecendo porque houve um susto, ou porque nasceu (ou faleceu) alguém, ou porque levou um tombo e bateu a cabeça, entre tantas alternativas. As causas da gagueira ainda não são conhecidas plenamente. Porém, já se sabe com bastante certeza, que eventuais problemas emocionais são conseqüência de uma fala gaguejada, não tratada em tempo hábil de ser revertida2,3. Por isso, a segunda orientação tem a ver com a presteza com que você vai agir.
2. NÃO ESPERE. Aprender a falar é muito complicado. Não pense que sua criança ainda é tão pequena, que isso vai passar... Gagueira que durar mais de três meses precisa ser avaliada pelo fonoaudiólogo especialista e, se for o caso, tratada. A prevenção é a melhor forma de se impedir que uma gagueira fique crônica2. Ainda não podemos impedir que uma criança comece a gaguejar, especialmente se há outras pessoas que também gaguejam na mesma família. Mas podemos impedir que esta criança se torne um adulto que gagueja. Podemos colaborar para que tenha falas fluentes6,7.
3. O QUE VOCÊ, que nos honra com sua participação neste Fórum, e é pai, mãe, professor, ou interessado no assunto, PODE FAZER PARA MELHORAR A FALA DE UMA CRIANÇA QUE GAGUEJA?3,4,5
3.a Mostrar ao invés de mandar fazer é muito mais eficiente. Se quiser que a criança fale mais devagar, por exemplo, então fale você mais devagar com ela. Isto vai lhe permitir entender o que lhe é solicitado. Seja um bom modelo de fala para a criança.
3.b Falar com ao invés de falar para. Significa ouvir mais e mandar menos, ter tolerância, promover experiências agradáveis de fala, auxiliar a criança a expressar seus sentimentos.
3.c Usar a comunicação não-verbal. Expressar apoio, usar padrão vocal afetuoso, ter proximidade, demonstrar afeto e compreensão. Tocar a criança, acolhê-la.
3.d Diminuir a pressão do tempo na comunicação. Falar mais devagar com a criança, dar-lhe tempo, não interromper. Falar com a criança na mesma altura dela. Abaixe-se, ou traga-a para a altura de seus olhos. Assim ela não precisará ficar olhando para cima, tensionando o pescoço.
3.e Aceitar a criança que gagueja. Procurar entender as diferenças individuais da fala, aumentar a tolerância, expressar aceitação, descrever os comportamentos ao invés de rotulá-los. Conversar com a criança a respeito da "boca que às vezes tranca", "da fala que às vezes parece difícil", orientando-a direta e calmamente, evitar dizer "pare", "respira", "fala devagar", nem pedir para parar e começar de novo. Tentar reduzir os medos e as frustrações com a fala gaguejada para mostrar à criança como lidar com estes sentimentos.
4. EVITAR A "CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO"8. Falar com seus familiares sobre a gagueira, sobre como é importante respeitar a criança que não quer ser centro de atenções, a necessidade de que a escola e os professores estejam orientados para manejos em sala de aula e em momentos de tensão, como a hora da novidade ou da leitura.
5. Para tanto, é preciso ATUALIZAR E MAPEAR CONHECIMENTOS que permitam maior precisão na sua busca de solução para a gagueira de sua criança. Acima de tudo, faça com que ela sinta a sua importância no meio onde está, apesar de sua gagueira. Se ela conseguir pensar "Gaguejo sim, e daí?", os caminhos ficarão mais fáceis.
Referencias:
Anelise Junqueira Bohnen: Mestre em Fonoaudiologia pelo Ithaca College, USA. Especialista pela Fundação Americana de Gagueira (SFA) e Northwestern University. Doutoranda do Instituto de Letras da UFRGS. Presidente do Instituto Fala & Fluência. Autora do livro Sobre a Gagueira.
1. CONTURE EG. Treatment efficacy: stuttering. Journal of Speech and Hearing Research, 1996; 39:S18-S26.
2. BOHNEN, AJ Sobre a Gagueira. Unisinos: São Leopoldo, 2005.
3. BOHNEN, A. J. . Fazendo terapia para crianças que gaguejam e orientando suas famílias.. In: MAIA RIBEIRO, Ignes. (Org.). Conhecimentos essenciais para atender bem a pessoa com gagueira. 2a ed. São José dos Campos: Pulso Editorial, 2005.
4. BOHNEN, AJ Avaliando crianças com gagueira. In: MAIA RIBEIRO, I. Conhecimentos essenciais para atender bem a pessoa com gagueira. 2ª ed.Pulso Editorial, São José dos Campos, 2005.
5. BOHNEN, AJ Neurociências e o fonoaudiólogo especialista em gagueira. Fórum Científico do Instituto Brasileiro de Fluência e Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2007. http://www.gagueira.org.br/
6. RIBEIRO, IM Gagueira: tratamento fonoaudiológico. Fórum Científico do Instituto Brasileiro de Fluência e Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2007. http://www.gagueira.org.br/
7. OLIVEIRA, CC Terapia fonoaudiológica da Taquifemia. Fórum Científico do Instituto Brasileiro de Fluência e Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2007. http://www.gagueira.org.br/
8. VAN RIPER, C.; EMERICK, L. Correção da Linguagem. 8.ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. |
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Como agir quando falar com alguém que gagueja
A gagueira pode parecer um problema fácil de ser resolvido através de alguns conselhos simples, mas para muitos adultos, isso pode ser um distúrbio crônico. Aqui apresentamos algumas dicas para que você, ouvinte, possa ajudar:
1 - Evite dizer coisas do tipo: "fale devagar", "respire" ou "relaxe". Esses conselhos não ajudam e podem até atrapalhar ainda mais a comunicação.
2 - Deixe a pessoa perceber que você está realmente prestando atenção ao que ela está falando (conteúdo), ao invés de como ela está falando (forma).
3 - Mantenha contato visual e espere de forma natural e paciente até que a pessoa termine sua fala.
4 - Você pode ter vontade de completar as palavras ou até de finalizar as sentenças. Procure não fazer isso.
5 - Mantenha uma conversação normal, utilizando uma fala relaxada, mas não lenta a ponto de parecer artificial. Isso promove uma boa comunicação, independentemente de com quem você esteja falando.
6 - Tenha consciência que a pessoa que gagueja geralmente tem mais problemas em controlar a sua fala quando usa o telefone. Por favor, seja muito mais paciente nessa situação. Se você atender ao telefone e não ouvir nada, antes de desligar, tenha certeza que não é alguém que gagueja tentando iniciar uma conversa.
7 - Não force a pessoa que gagueja a falar em situações que ela teme, como por exemplo, ao telefone. Apesar de parecer que você está ajudando, isso pode atrapalhar.
8 - Trate a gagueira com naturalidade e sem julgamentos;
9 - Jamais imite a gagueira, muito menos com ar de deboche;
10 - Somente aborde o assunto da gagueira se sentir abertura da pessoa;
11 - Nunca ria da gagueira da pessoa.
Fonte: "How to react when speaking with someone who stutters" - Stuttering Foundation of America - http://www.stutteringhelp.org/Default.aspx?tabid=104
Traduzido por Daniela Veronica Zackiewicz, Eliane Regina Carrasco e Henrique Confessor, adaptado e ampliado pelo Grupo de apoio de SP.
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USANDO O TELEFONE
Muitas pessoas, que gaguejam ou não, têm dificuldade em usar o telefone.
Ouça alguns "não-gagos" falando ao telefone. Alguns levam vários segundos para responder. Outros fazem "É...", "Hum..." e "Ah..." com frequência. Outros, ainda, gesticulam muito, fazem caras e bocas ou falam excessivamente alto e de forma agressiva.
Usar o telefone pode causar uma grande dose de angústia e cada pessoa deve aprender a lidar com esta angústia de sua própria maneira.
Se você gagueja e tem problemas para usar o telefone, você poderá achar muito úteis os conselhos a seguir.
LIGANDO PARA OUTROS
Fazer uma ligação pode dividir-se em três fases: preparação, ligação em si e avaliação da forma como você agiu.
PREPARAÇÃO
Tenha certeza que sabe porque está ligando. Escreva os pontos principais em um papel e mantenha-o sempre à sua frente ao ligar.
Tente ligar para um amigo ou parente antes da "grande ligação". Isto pode te ajudar a relaxar.
Se você tem várias ligações para fazer, liste-as em ordem de importância. Comece com a mais fácil e vá seguindo até a mais difícil.
Nunca adie uma ligação que precisa ser feita. Isto só tornará tudo mais difícil e estressante.
A LIGAÇÃO
Frequentemente a parte mais difícil é pedir para falar com a pessoa certa. Se você liga para uma empresa, por exemplo, pode ser mais fácil pedir para falar com tal ramal ou algum departamento específico do que dizer o nome de alguém. Tenha algumas primeiras palavras alternativas para iniciar a conversa; seja flexível naquilo que quer dizer. Se você começar a bloquear, gagueje abertamente, suavemente e facilmente; tente não forçar as palavras e, mais importante, lembre-se de falar devagar.
Não se preocupe com silêncios; eles ocorrem em todas as conversas. Concentre-se naquilo que tem a dizer, em vez de se preocupar com bloqueios. Seu propósito é comunicar, seja gaguejando ou não. Preste atenção nos momentos de fluência. Muitos gagos se esquecem dos momentos de fluência e se debruçam na gagueira. Saboreie sua fluência; faça outras ligações quando estiver se sentindo mais fluente; aproveite que já está no ritmo. Fala fluente traz confiança e confiança traz fala fluente.
Observar-se num espelho enquanto telefona pode ser útil, já que você poderá notar onde reside a tensão em seu rosto e outras partes do seu corpo. Se você perseverou em uma ligação difícil e a comunicação fluiu bem, elogie-se, adore-se e lembre a sensação gostosa que a ligação bem-sucedida lhe trouxe.
AVALIAR A FORMA COMO VOCÊ AGIU
A maioria das pessoas, não apenas aquelas que gaguejam, às vezes fazem ligações quando não estão num momento tão fluente ou não conseguem passar sua informação adiante.
Se você sentiu que uma ligação em particular foi estressante e você gaguejou mais que o normal, tente esquecer. Adote uma posição positiva. Lembre que em outras conversas você gaguejará menos. Não é um desastre completo gaguejar e você pode aprender com cada experiência. Em casa, grave suas conversas telefônicas, se puder. Observe atentamente sua fala, especialmente a velocidade e o caminho que o levou a quaisquer bloqueios. Tente aprender com cada gravação e prepare uma estratégia para a próxima ligação. Fazer isto durante um período o ajudará a identificar problemas recorrentes e palavras problemáticas.
RECEBENDO UMA LIGAÇÃO
Esta é a área em que você tem menos controle. No entanto, mesmo aqui você pode encontrar meios de diminuir a pressão que pode vir a sentir. Sempre atenda a ligação no seu próprio tempo. Não corra para o telefone. De novo, tenha palavras-chave prontas: seu número de ramal, nome da empresa ou mesmo apenas seu nome. Use o que for mais fácil para você no momento.
Se você receber uma ligação perto de outras pessoas, concentre-se apenas na ligação. Aceite que outras pessoas podem ouvir e ver seu bloqueio, mas não permita que sua presença o distraia da ligação recebida.
Não tenha medo de silêncios logo no início da ligação, se você forçar e não sair a primeira palavra. É comum alguém atender ao telefone e não dizer nada, ou porque está finalizando uma conversa com um colega ou porque atendeu o telefone de outra pessoa e está esperando a pessoa voltar ao seu lugar.
A pessoa que está ligando talvez também gagueje. Seja paciente com outros, que podem estar tão ansiosos quanto você e, quem sabe, praticando alguns dos conselhos acima.
CONSELHOS GERAIS
Praticar o fará sentir-se melhor sobre usar o telefone;
Enfrente seu medo do telefone. Fale sobre este medo e sobre o que você pode fazer a respeito;
Tente estar ciente das situações nas quais você evita o telefone e, gradualmente, as encare. Faça o máximo possível de ligações, para praticar. Escolha usar o telefone, em vez de enviar e-mails;
Em casa, tente ser a pessoa que atende os telefonemas;
Admita abertamente que você gagueja. Isto pode ser muito difícil se você evitou falar do assunto a vida toda. Pratique falar sobre a gagueira. Muitos relataram que falar sobre a gagueira reduziu a ansiedade e o medo.
Observe e escute "não-gagos" usando o telefone. Ouça a falta de fluência e suas hesitações;
Dê aos outros o beneficio da dúvida. Se eles sabem que você gagueja então estão preparados para possíveis silêncios.
Finalmente, pratique, pratique e pratique. Não deixe que este pedaço de plástico moderno domine sua vida. É bem melhor usar o telefone e gaguejar do que evitar usá-lo.
Traduzido por Fernando Jefferson Pereira do texto adaptado e publicado pela British Stammering Association |
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Direitos e responsabilidades das pessoas que gaguejam
• O direito de gaguejar ou ser fluente na medida da possibilidade ou escolha do indivíduo;
• O direito de ser tratado com dignidade e respeito por outros indivíduos, grupos, instituições e pela mídia, independentemente do grau de severidade da gagueira;
• O direito de estar protegido pelas leis e regulamentos da sociedade independentemente do grau de severidade da gagueira;
• O direito de ser informado sobre programas terapêuticos, incluindo informação sobre estimativas de sucesso, de falha ou de recidiva;
• O direito de protesto para que os termos das leis lhes garantam um tratamento de dignidade e respeito;
• O direito de receber terapia adequada, respeitando as necessidades e características individuais, fornecida por profissionais especialmente treinados para o tratamento da gagueira e problemas associados;
• O direito de escolher e participar da terapia - a escolha de não participar, ou a escolha de trocar de metodologia ou de terapeuta sem sofrer qualquer prejuízo ou penalidade;
• A responsabilidade de compreender que os ouvintes ou parceiros de conversa podem não estar informados sobre a gagueira e suas ramificações, ou que eles podem ter uma visão diferente sobre a gagueira do que a maioria das pessoas que gaguejam;
• A responsabilidade de diferenciar as reações dos ouvintes ou parceiros de conversa que resultam da falta de percepção ou falta de conhecimento adequado sobre a gagueira (ex: reação de surpresa ou comentários que visam ajudar a pessoa que gagueja, sendo estes apropriados ou não) daquelas reações que resultam da falta de respeito e justiça (ex: ridicularização, gozação ou discriminação);
• A responsabilidade de informar os ouvintes ou parceiros de conversa se um tempo maior for necessário para se comunicar;
• A responsabilidade de ingressar numa parceria com um provedor de serviço clínico qualificado com quem o indivíduo tenha um contrato, escrito ou não, e assumido de livre e espontânea vontade, para um relacionamento clínico colaborativo;
• A responsabilidade de fazer o que for possível para superar as dificuldades da vida que surgiram em decorrência da gagueira, incluindo o desenvolvimento de uma percepção realista dos pontos fortes e fracos individuais, e o desenvolvimento de um senso de humor saudável a respeito de si mesmo;
• A responsabilidade de auxiliar sempre que possível na educação do público sobre a gagueira e alterações associadas;
• A responsabilidade de levar em consideração e tratar outros indivíduos que tenham diferenças, problemas, inabilidades ou impedimentos com justiça, com dignidade e respeito, independentemente da natureza de suas condições.
Fonte: Andrade, CRF de; Sassi, FC (Trads). Direitos e Responsabilidades das Pessoas que Gaguejam. Pró-Fono, 13(1): 133, 2001.
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Direitos das crianças que gaguejam
01. Direito de falar e gaguejar
02. Direito de ser escutado
03. Direito de não ser gozado ou discriminado
04. Direito de ser integrado
05. Direito de ter uma professora que tenha informações sobre a gagueira
06. Direito de ter tempo para falar
07. Direito de não ser interrompido
08. Direito de que ninguém o olhe de forma estranha
09. Direito de não ser pressionado nem apressado para falar
10. Direito de ser avaliado pelo que sabe e não pelo que diz
11. Direito de que ninguém termine suas frases nem fale por ele
12. Direito de manter-se calado ou falar menos
13. Direito de não ser corrigido
14. Direito de não lhe ser exigido que fale fluentemente
15. Direito de não receber dicas ou indicações enquanto fala
16. Direito de não ser castigado por sua fala disfluente
17. Direito de que sua professora cuide de sua auto-estima e de sua auto-valorização
18. Direito de que a escola integre todas as diferenças
19. Direito de ler com outro companheiro
20. Direito de ler em voz alta diante de seus companheiros e ser escutado
21. Direito de falar com seus companheiros sobre sua dificuldade, se assim o desejar
22. Direito de falar ao telefone gaguejando
23. Direito de escolher participar de festas escolares de qualquer tipo
24. Direito de não ser pressionado nem afetiva nem intelectualmente
25. Direito de ser tratado do mesmo modo que qualquer criança
26. Direito de não ser considerado bobo ou incapaz
27. Direito de receber tratamento
28. Direito de que se respeite no colégio o equilíbrio entre sua capacidade e a demanda intelectual
29. Direito de que o tema da gagueira seja tratado com naturalidade dentro e fora do colégio
30. Direito de levar ao colégio informação sobre o "Dia Internacional de Atenção à Gagueira"
31. Direito de informar às outras crianças
32. Direito de falar no microfone
33. Direito de falar com outras crianças disfluentes da escola
34. Direito de formar grupos escolares que incluam esta e outras diferenças
35. Direito de sentir-se seguro e à vontade na escola
FONTE: "TARTAMUDEZ: UNA DISFLUENCIA CON CUERPO Y ALMA", de BEATRIZ TOUZET.
Traduzido e adaptado por Eliane Regina Carrasco, diretora da ABRA GAGUEIRA, fonoaudióloga e coordenadora dos grupos de apoio da ABRA GAGUEIRA.
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MANIPULAÇÕES FACIAIS E SEUS BENEFÍCIOS
Diariamente nossa pele está em contato com o sol, vento, poluição, fumaça de cigarro. Estes elementos nocivos levam a grande perda de quantidade de água e nutrientes, ocorre então a desidratação da pele. As fibras de colágeno e elastina responsáveis pela sustentação e elasticidade da pele se degeneram favorecendo o aparecimento de rugas, vincos e manchas.
E que a fonoaudiologia tem a ver com isto?
Uma das áreas da fonoaudiologia, a motricidade ESTÉTICA oroFACIAL é responsável pela musculatura da face e pescoço, além das funções de sucção, deglutição, mastigação, respiração e fala. Um dos procedimentos terapêuticos é a manipulação facial com manobras específicas para cada objetivo terapêutico.
Vamos entender melhor a importância e os benefícios dessas manipulações faciais?
Ao manipularmos um rosto é possível promover a contração dos músculos mais superficiais da face; o processo de contrair e relaxar estimula a circulação sanguínea e melhora o funcionamento das células da pele. As manipulações faciais ativam a circulação sanguínea, melhorando a oxigenação da pele, aumentam a absorção dos nutrientes e aceleram a eliminação das toxinas. As glândulas sudoríparas e sebáceas também são estimuladas, o que auxilia a formação do manto hidrolipídico (água e gordura), que é o revestimento da pele, proporcionando um contorno do rosto mais firme.
Qual o resultado esperado desse procedimento fonoaudiológico?
O fonoaudiólogo, ao realizar as manobras específicas durante as manipulações faciais, promove suavização das rugas de expressão, elimina tensões, define e fortalece a musculatura da face e pescoço, proporcionando um aspecto saudável e jovial.
Dê este tempo à sua saúde e desfrute dos benefícios.
Consulte um fonoaudiólogo.
Boa saúde
Fonte consultada: www.patriciafaro.com.br
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Quer ficar com a aparência mais jovem?
Quando os seus dentes estão na posição correta, os músculos do rosto estarão realizando o trabalho necessário e esta dupla dentes e músculos proporcionarão o aspecto jovial e saudável que você tanto procura.
Com o passar dos anos a pele perde colágeno e elastina que conferem a ela força e elasticidade respectivamente, o sentido do envelhecimento no rosto é da raiz do cabelo para as sobrancelhas e das orelhas para a boca e queixo. Ao trabalharmos a musculatura da face e pescoço é possível que esta musculatura que se encontra alongada volte ao seu estado normal tornando seu rosto mais jovial e se além deste procedimento você cuidar do encaixe das arcadas dentárias o resultado será melhor ainda.
Confira abaixo o que o fonoaudiólogo e o dentista podem fazer para ajudá-lo a ficar mais jovem:
PÁLPEBRAS CAÍDAS As arcadas superior e inferior têm influência direta no feixe de músculo que contorna os olhos, caso o encaixe esteja errado as pálpebras caem, o olhar fica inexpressivo e você ficará com a aparência envelhecida. Além de trabalhar a musculatura da face com o fonoaudiólogo é interessante que o dentista avalie o encaixe das suas arcadas.
SULCOS AO LADO DA BOCA Os músculos faciais mais alongados acentuam os sulcos do nariz até o canto da boca, o trabalho muscular irá devolver a estes músculos seu estado normal de contração enquanto que o dentista irá restaurar a altura dos dentes e a inclinação dos dentes da frente.
BOCHECHAS FLÁCIDAS Ao mastigarmos apenas de um lado a musculatura do outro lado do rosto fica flácida é importante verificar a posição da mandíbula, o contato prematuro de alguns dentes antes dos demais, aqui cabe um grande estudo, podendo ser necessário aparelho ortodôntico ou próteses ou implantes entre outros.
PAPADA Com o tempo há desgaste dos dentes, principalmente os do fundo, a musculatura do rosto fica mais flácida assim como a musculatura da língua, é recomendável mastigarmos alimentos mais duros além de engolir utilizando a musculatura da língua evitando utilizar também a musculatura ao redor da boca. O encaixe das arcadas, a altura dos dentes, a restauração de determinados dentes além de outros procedimentos odontológicos aliados a uma mastigação e deglutição eficientes poderão resolver o seu problema de papada.
Fonte consultada: www.patriciafaro.com.br
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Você já trabalhou a musculatura do seu rosto hoje?
Diariamente nossa pele está em contato com o sol, vento, poluição, fumaça de cigarro. Estes elementos nocivos levam a grande perda de quantidade de água e nutrientes, ocorre então a desidratação da pele. As fibras de colágeno e elastina responsáveis pela sustentação e elasticidade da pele se degeneram favorecendo o aparecimento de rugas, vincos e manchas.
A fonoaudiologia trabalha a musculatura da face e pescoço além das funções de sucção, deglutição, mastigação, respiração e até mesmo a articulação das palavras, um dos procedimentos do tratamento da fonoaudiologia é a manipulação facial com manobras específicas para cada objetivo terapêutico.
Qual o resultado esperado deste procedimento fonoaudiológico?
• Eliminar e/ou atenuar as rugas e marcas de expressão • Definir e fortalecer a musculatura da face e pescoço • Adequar a postura, a respiração, a mastigação, a deglutição e a fala • Melhorar oxigenação da pele • Eliminar tensões • Proporcionar um aspecto saudável, natural e jovial.
Após uma avaliação detalhada o fonoaudiólogo faz o diagnóstico, inicia-se o tratamento através de manobras de soltura, alongamento e aquecimento da musculatura da face e pescoço, é realizado manobras de manipulações e exercícios específicos a cada caso além de adequar as funções de respiração, sucção, deglutição, mastigação e fala quando necessário.
Geralmente após a 10 sessões já é possível notar uma grande diferença mas vale a pena lembrar que o sedentarismo, a condição muscular e os hábitos alimentares interferem diminuindo ou aumentando o tempo do tratamento.
Fonte consultada: www.patriciafaro.com.br |
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ORIENTAÇÃO VOCAL PARA MICARETA
Micareta é pura emoção!
Solte a sua voz Mas com moderação!
FONOCLIN UNIDA NA SAÚDE DA COMUNICAÇÃO
ORIENTAÇÃO VOCAL PARA O PROFISSIONAL DA VOZ
A voz é o mais importante atributo para o seu desenvolvimento Profissional. Os cuidados com a voz vão desde a prevenção , atenção aos sintomas , procura ao especialista e tratamento adequado.
Para favorecer uma boa produção de voz e prevenir distúrbios vocais :
• Beba bastante água , aproximadamente 10 copos de água por dia;
• Fale em tom moderado e confortável;
• Fale mais próximo ao ouvinte, evitando esforço vocal e/ou gritos;
• Evite fumar , ingerir bebidas alcoólicas e usar drogas;
• Evite pigarrear e tossir;
• Evite falar em ambiente ruidosos;
• Use roupas e calçados confortáveis. Vista roupas que não
comprimam o pescoço e o abdomem;
• Evite contato direto e freqüente com poeira , mofo,pêlos e odores fortes ;
• Faça alimentação leve e balanceada;
• Evite ventilador e ar condicionado direcionado ao seu rosto;
• Procure manter uma postura ereta , flexível e livre de tensões;
• Pratique atividades físicas relaxantes e procure dormir bem;
• Faça repouso vocal, por mais ou menos cinco a dez minutos após sua atividade
profissional.
Procure um fonoaudiologo para orientação, encaminhamentos e tratamentos. Ele estará perto de você !
QUALIDADE DE VOZ É QUALIDADE DE VIDA !
Texto elaborado pela fonoaudióloga:
Dra. Carolina Pamponet Fonoaudióloga da Fonoclin |
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Dia 16 de abril é o Dia Mundial da Voz!
Este dia foi criado para alertar a população sobre a importância de cuidar da saúde vocal e previnir o câncer de laringe. Desde 1999 diversas entidades nacionais unem esforços com instituições de ensino de todo o País, fonoaudiólogos, otorrinolaringologistas, professores de canto, artistas, locutores, dentre outros, com o objetivo de orientar a população sobre os problemas vocais.
A Campanha da Voz foi uma iniciativa brasileira que ganhou o mundo! Hoje a data é comemorada com ações diversas em países como Estados Unidos, Portugal, Espanha, Bélgica, Suíça, Itália, Argentina, dentre vários outros, sendo motivo de muito orgulho para nós brasileiros.
Tal iniciativa tem importante fundamento: o Brasil é o 2º país do mundo com maior incidência de câncer de laringe. No que diz respeito à saúde pública, o grande desafio tem sido o atendimento à população nas instituições públicas; como não há infra estrutura adequada para atender à grande demanda, os pacientes acabam desistindo do atendimento médico ou, quando chegam para diagnóstico, a doença já se encontra em estágio avançado.
Entre as doenças graves da laringe está o câncer, que tem chance de quase 100% de cura, se diagnosticado em fase inicial.
Consciência é cuidado!
Muitas pessoas têm a voz rouca e não se preocupam com isto; acreditam que a rouquidão é normal ou característica de sua voz.
É preciso alertá-las, no entanto, de que rouquidão pode ser sintoma de inúmeros problemas ou doenças nas pregas vocais, dentre elas o câncer laríngeo, nódulos vocais (calos) e outras alterações de voz que repercutem negativamente na qualidade de vida afetando inclusive a vida profissional do indivíduo.
Portanto, atenção!
Rouquidão por mais de 15 dias é coisa séria!
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Saúde vocal dos profissionais da voz 16 de abril - DIA MUNDIAL DA VOZ
Saúde vocal dos profissionais da voz 16 de abril - DIA MUNDIAL DA VOZ
A adaptação à era da comunicação, num mundo globalizado, exige, cada vez mais, um padrão vocal de qualidade e eficácia. A utilização da voz humana como principal instrumento de atividade profissional caracteriza alguns indivíduos na categoria de profissionais da voz, que podem desenvolver trabalhos nas áreas de comunicação e arte, a exemplo dos locutores, cantores e atores. Estes grupos de profissionais, muitas vezes, desconhecem os cuidados vocais específicos e acabam contribuindo negativamente para seu desempenho profissional.
Vale ressaltar, que não apenas os vocalmente “bem dotados” são capazes de exercerem atividades profissionais vocais.
Através de inúmeros exercícios fonoaudiológicos, reconhecidos cientificamente, é possível o desenvolvimento de potenciais vocais, dispensando o uso de medicamentos e de procedimentos cirúrgicos.
No que se refere aos profissionais da voz, sabe-se, que, muitos deles acabam manifestando doenças laríngeas, que podem implicar num leve impacto profissional até um agravamento maior, podendo levar á tratamentos cirúrgicos, muitas vezes, alterando a qualidade vocal original. Sendo que, as etiologias destas alterações podem estar relacionadas à má qualidade do uso profissional da voz.
A grande incidência de alterações vocais nos profissionais que utilizam a voz como principal instrumento de trabalho, desperta uma atenção especial e uma maior preocupação por parte dos fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas.
Sabe-se que a utilização da voz de forma inadequada, através do ato de falar / cantar de forma prolongada e em ambientes ruidosos, na qual não existe um tratamento acústico, ou mesmo o hábito de pigarrear intensamente durante o ato da fala , são suficientemente capazes de aumentar a vulnerabilidade destes profissionais a efeitos danosos no aparelho fonador , culminando em alterações laríngeas.
Alguns profissionais adotam, de modo inocente, medidas consideradas inadequadas para a promoção da saúde vocal. Utilizam desde pastilhas, sprays gengibres até o uso do conhaque como forma de aquecimento e prevenção de alterações na voz. Além disso, não é raro que se encontre Locutores, Cantores e Atores dedicando grande parte do seu tempo aos ensaios e leituras de textos profissionais sem, contudo, investirem numa forma saudável e confortável de emissão vocal.
É preciso conhecer e desenvolver medidas preventivas, mudando pequenos hábitos e comportamentos no nosso cotidiano, não apenas quando a rouquidão aparece. Alguns cuidados básicos deve ser observados, como:
• Ingerir água regularmente ( 8 a 10 copos por dia) , em temperatura ambiente e em pequenos goles, que propicia uma melhor hidratação das pregas vocais, favorecendo o seu processo de vibração e de produção adequada do som ;
• Manter uma alimentação equilibrada e saudável, evitando achocolatados e derivados do leite, principalmente quando for utilizar a voz como instrumento de trabalho, pois estes aumentam a secreção na região do trato vocal. Neste caso, é preferível comer uma maçã, cuja ação adstringente, permite a “limpeza” de todo o trato vocal, além de exercitar a musculatura responsável pela articulação das palavras;
• Evitar gritar ou falar com muita intensidade: sempre que possível procure se aproximar da pessoa para conversar. Quando estiver escutando música ou assistindo TV, abaixe o volume, evite competição sonora.
• Evitar pigarrear – essa ação provoca um forte atrito nas pregas vocais, irritando-as.
Fumar- O fumo é altamente nocivo, pois a fumaça quente do cigarro agride o sistema respiratório e principalmente as pregas vocais, podendo causar desde irritação, pigarro, edema, infecção. É considerado um dos principais fatores desencadeantes do câncer de laringe.
• Beber álcool em excesso também é prejudicial para as pregas vocais e tem efeito analgésico propiciando abusos vocais.
• Ao acordar, aproveite para espreguiçar e realizar exercícios de alongamentos corporais. Já durante o banho, deixe a água morna cair sobre os ombros e realizar exercícios de rotação de cabeça, pois se constitui numa ótima opção que auxilia nas reduções da tensão do dia a dia;
• Durante o ato da fala, é recomendada a manutenção de uma postura ereta e confortável, capaz de proporcionar uma emissão vocal mais equilibrada;
• Reserve algum horário ao longo do dia para descançar e relaxar, como uma medida de “poupar” a voz, evitando um abuso vocal prolongado;
• Em casos de rouquidão persistente por mais 15 dias, dor ao falar, engolir, sensação de ardor, queimação ou cansaço vocal, deve-se consultar um fonoaudiólogo ou médico otorrinolaringologista.
Os problemas de voz podem colocar em risco a sua saúde e a sua profissão.
Lembre-se:
A prevenção vocal só depende da conscientização de cada pessoa, pois voz é um sinal de saúde e devemos trata-la adequadamente.
Texto elaborado por: Carolina Pamponet Fonoaudióloga - CRFa-8633
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DICAS PARA VOCÊ SER AMIGO DA SUA VOZ!
DICAS PARA VOCÊ SER AMIGO DA SUA VOZ!
• Fale sem esforço e articule bem as palavras
• Mantenha uma boa postura corporal ao falar ou cantar
• Beba 2 litros de água diariamente
• Durma bem
• Tenha uma alimentação saudável rica em frutas e proteínas
• Use vestuário confortável
• Procure reduzir a quantidade de fala durante quadros gripais, crises alérgicas e período pré-menstrual
• Evite falar por longos períodos, principalmente em ambientes ruidosos
• Evite pigarrear, gritar e dar gargalhadas exageradas
• Evite ingerir leite e derivados, bebidas gasosas, chocolate antes de utilizar a vozc ontinuamente
• Evite ingerir álcool em excesso, bem como outras drogas
• Cuidado ao cantar inadequadamente ou abusivamente
• Esteja atento aos primeiros sintomas de alteração vocal como cansaço, ardor ou dor ao falar, falhas na voz, mudança de tom, pigarro e rouquidão
• No caso de problemas vocais, procure um fonoaudiólogo e um médico otorrinolaringologista
Referência Bibliográfica: -Andrada e Silva MA. Saúde Vocal. In: Pinho SMR. Fundamentos em Fonoaudiologia: tratando os distúrbios da voz. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1998. pp. 119-125. -Behlau M, Pontes P. Higiene Vocal: cuidando da voz. 3ª ed. Rio de Janeiro: Revinter; 2001. -Pinho SMR. Manual de Higiene Vocal para Profissionais da Voz. 2ª ed. Carapicuiba/SP: Pró-fono, 1999.
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Daniela Mercury é estrela da Campanha Nacional da Voz 2011
Daniela Mercury é estrela da Campanha Nacional da Voz 2011
Em parceria com especialistas, cantora divulga a importância dos cuidados com a voz
Após brilhar no carnaval deste ano e ser a artista mais comentada na TV, Daniela Mercury é a estrela da Campanha Nacional da Voz, realizada pela Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) e defendida por especialistas de todo o país.
Dona de um timbre inconfundível, a cantora se preocupa com o aquecimento e desaquecimento vocal e com exercícios para aumentar a resistência, flexibilidade e projeção da voz. Assim, consegue garantir a saúde das cordas vocais mesmo depois de horas puxando um trio elétrico.
Em comemoração ao 9º Dia Mundial da Voz, a Campanha Nacional da Voz chega a sua 13º edição alertando a população sobre a alta incidência de câncer de laringe no país e os principais sintomas que evidenciam alterações na saúde vocal.
Como parte das comemorações da data, a Academia está montando a exposição “Conheça sua Voz”, um projeto inédito que irá reproduzir uma laringe em tamanho gigante, feita em estrutura inflável e alto relevo. A exposição, que tem apoio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), será aberta ao público e mostrará os mecanismos de produção da voz e a importância de cuidar bem dela, com palestras de otorrinolaringologistas e apresentações de beat box.
De acordo com o Dr. Paulo Perazzo, presidente da ABLV, adotar hábitos simples pode ser de grande importância para a prevenção de danos à saúde da voz. “Não fumar, beber água suficiente para manter-se bem hidratado, não pigarrear, não falar alto e com competição sonora, realizar intervalos após falar prolongadamente e fazer repousos vocais são algumas dicas”, explica o especialista.
O diagnóstico tardio está entre as principais causas do agravamento de doenças com a voz. Perazzo alerta para a “necessidade de se procurar seu otorrino toda vez que o sintoma de rouquidão persistir por mais de sete dias”. Além disso, deve-se ficar atento a sinais como perda de voz repentina sem estado gripal associado, dor ou ardência na garganta, dificuldade de engolir ou respirar e pigarro constante.
Fonte consultada: www.ablv.com.br
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Dia Mundial da Voz
Dia Mundial da Voz Mesa redonda:
"A voz como instrumento de trabalho"
A fonoaudiólogia convida:
Moderador: Ivan Alexandre Fonoaudiólogo e Voice trainer
Cyrene Paparotti Soprano Lírico
Meran Vargens Dra. em Artes Cênicas
Marcus Pimenta Telejornalismo-Record
Gil Santana Ator e Diretor Teatral
Marilda Santana Cantora e Performer
Dr. Paulo Perazzo Otorrinolaringonoligista e Presitende da ABLV.
e muito mais...
seja amigo de sua voz!
Local: Teatro Caballeros de Santiago - Rio Vermelho
Data/Horário: 14/04/11 às 19h.
Maiores Informações: 71- 9934 5885 | campanhadavozsalvador@gmail.com
Realização: Ivan Alexandre - CRFa 9647-BA
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ORIENTAÇÃO VOCAL PARA MICARETA
Micareta é pura emoção! Solte a sua voz Mas com moderação!
FONOCLIN UNIDA NA SAÚDE DA COMUNICAÇÃO
ORIENTAÇÃO VOCAL PARA O PROFISSIONAL DA VOZ
A voz é o mais importante atributo para o seu desenvolvimento Profissional. Os cuidados com a voz vão desde a prevenção , atenção aos sintomas , procura ao especialista e tratamento adequado.
Para favorecer uma boa produção de voz e prevenir distúrbios vocais :
• Beba bastante água , aproximadamente 10 copos de água por dia;
• Fale em tom moderado e confortável;
• Fale mais próximo ao ouvinte, evitando esforço vocal e/ou gritos;
• Evite fumar , ingerir bebidas alcoólicas e usar drogas;
• Evite pigarrear e tossir;
• Evite falar em ambiente ruidosos;
• Use roupas e calçados confortáveis. Vista roupas que não
comprimam o pescoço e o abdomem;
• Evite contato direto e freqüente com poeira , mofo,pêlos e odores fortes ;
• Faça alimentação leve e balanceada;
• Evite ventilador e ar condicionado direcionado ao seu rosto;
• Procure manter uma postura ereta , flexível e livre de tensões;
• Pratique atividades físicas relaxantes e procure dormir bem;
• Faça repouso vocal, por mais ou menos cinco a dez minutos após sua atividade
profissional.
Lembre-se: procure um fonoaudiólogo tratamentos. Ele estará perto de você !
QUALIDADE DE VOZ É QUALIDADE DE VIDA !
para orientação, encaminhamentos
Texto elaborado pela fonoaudióloga:
Dra. Carolina Pamponet Fonoaudióloga da Fonoclin
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Gagueira inspira filme favorito ao Oscar. Saiba mais sobre o problema
O ator Colin Firth é forte candidato a levar a estatueta do Oscar 2011 pela sua atuação no filme O Discurso do Rei, do diretor Tom Hooper, que concorre em 12 categorias. Na história, ele interpreta George 6º, o rei gago que assumiu o trono da Inglaterra depois que seu irmão abriu mão para se casar com a amante norte-americana.
Um dos motivos do barulho em torno do filme é um problema que atinge 1% da população mundial e é cercado de estereótipos – a gagueira.
Trata-se de um distúrbio no ritmo e na fluência da fala e se caracteriza por bloqueios, pausas inadequadas, repetições de sons, sílabas e palavras pequenas, e prolongamentos que rompem a fluência da comunicação.
Gagos contam como superaram o problema
Gagueira não tem cura, mas pode ser amenizada
A pessoa que gagueja tem de enfrentar rupturas frequentes e involuntárias tanto no início da fonação como na transição dos sons e das palavras. E quando ocorre essa ruptura, a retomada nem sempre é fácil – às vezes demora alguns segundos.
Geralmente motivo de piadas, o gago sempre sofreu preconceito por parte da sociedade. Mas especialistas e pessoas que convivem com o problema esperam que, com o sucesso do filme, a gagueira passe a ser encarada como um transtorno que merece atenção.
Há dois tipos de gagueira: a adquirida e a de desenvolvimento. A adquirida pode ser identificada como psicogênica (que ocorre na idade adulta e é consequência de um trauma sério, como sequestro relâmpago ou estupro) ou a neurogênica, que é fácil de identificar e ocorre após um forte trauma na cabeça.
No entanto, a mais comum (e a que é retratada no filme) é a gagueira de desenvolvimento, que afeta 1% da população mundial, surge ainda na infância e tem a genética como base – e é hereditária. Quem sofre com a gagueira, muito provavelmente, tem alguém na família com o problema.
A gagueira é genética, e não psicológica
Um dos principais erros relacionados à gagueira é dizer que a pessoa gagueja porque tem algum tipo de problema psicológico. Segundo Lucia Maria Gonzales Barbosa, neuropsicóloga estudiosa do assunto, “a gagueira tem fundo genético e hereditário”.
– Não há nada de psicológico, por isso, não pode ser tratada por psicólogo.
Ignês Maia Ribeiro, fonoaudióloga especializada no tratamento dos distúrbios da fluência e presidente do IBF (Instituto Brasileiro da Fluência), explica ainda que “o indivíduo sabe exatamente o que quer dizer mas, ao mesmo tempo, é incapaz de dizê-lo devidamente”.
-Todo o problema ocorre no cérebro, que manda comandos motores para a boca fora do tempo, provocando as rupturas na fluência que identificamos como gagueira.
Estudos mostram que o cérebro de uma pessoa que gagueja apresenta alterações no hemisfério direito durante a fala – ao contrário de uma pessoa normal, que tem o lado esquerdo, responsável pela fala, alterado.
Para Ana Maria Schiefer, professora do departamento de fonoaudiologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), “isso prova que, de fato, o problema é orgânico”.
– Há uma predisposição genética.
É por isso que pessoas que gaguejam quando falam não aparentam o problema quando cantam ou interpretam um personagem na TV, teatro ou cinema. A psicóloga Lucia Barbosa explica que “decorar um texto ou soltar a voz cantando aciona outra parte do cérebro, diferente daquela responsável pela fala”.
Ana Maria, da Unifesp, diz ainda que basta mudar a entonação da voz para que a pessoa pare de gaguejar.
- Se o gago falar com sons ritmados, afinar a voz, mudar a entonação, ele provavelmente vai parar de gaguejar.
Apesar de o problema ser genético e hereditário, não se pode desprezar os fatores ambientais. Por razões ainda não conhecidas, situações externas acabam disparando o gatilho da gagueira em pessoas com predisposição genética.
Outro mito bastante difundido é o de que a pessoa é gaga porque é tímida, insegura e tem baixa autoestima. De acordo com Ana Maria, “a pessoa que gagueja pode desenvolver comportamentos secundários, com reações emocionais negativas em função do problema”.
- Depois de passar anos diante de situações frustrantes, a pessoa passa a ter vergonha de falar em público, torna-se mais retraída e insegura. A gagueira causa esses comportamentos, não o contrário.
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